segunda-feira, 22 de março de 2010


Ela sabia que não era igual à suas amigas, sabia também que cortar seus dedos maquiados de cores vibrantes e arranhar seus braços não ía fazer a agonía passar. Entre noites cheias de gritos, lágrimas e dor, ela só queria uma coisa, ir embora.




Era uma boa atriz, e de tanto fingir já nem sabia quem era de verdade. Talvez fosse um pouco de tudo, um pouco da garotinha com medo de escuro, um pouco da menina que cresceu com medo de acordar e ver que as promessas tinham sido cumpridas, mas mesmo assim ter um sorriso pronto para levar ao colégio, um pouco da menina que tinha mais medo do pai do que do bicho-papão, e talvez por não suportar ser tudo isso junto buscava sempre intensidade pra superar o amontoado de tudo que existia dentro dela.

Não era mais uma criança, já não existiam monstros, e apesar das sombras nunca sumirem, ela sabia que era passado. Mas mesmo assim, todas as noites, entre músicas e lágrimas, ela tentava não fazer algo ruim, e pedia para um Deus que ela as vezes nem sabia se existia mesmo, que as coisas melhorassem.






Um gole na sua vodka pura, feche os olhos...sorria.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sobre o adeus.

Existem de vários tipos, e nas mais variadas situações, mas eu resolvi falar sobre a despedida do amor, uma das mais dolorosas, porque nem sempre é clara, ás vezes mesmo depois de um fim declarado você ainda continua alí parada, procurando saber onde o amor, todo aquele amor, se perdeu.

Por mais que seja difícil de aceitar, você sabe, ou melhor, percebe quando o amor começa a se afastar. Um dia ele está alí, depois está um pouco mais longe, e quem sabe se no outro dia ele terá se afastado mais ainda, ou vai voltar pro seu lado. É, o amor tem dessas, é um bucado de confusão, uma montanha-russa que precisa de uma manutenção diária, nada muito complexo, mas que precisa ser cuidada.

Mas o fim está aí, não é mais uma suposição, é um fato, ele não é mais o ‘’seu pequeno”, vai ser o amor de outra pessoa, e você também, mesmo que seja difícil aceitar no momento.

Contudo, não se surpreenda se um dia, em um dia normal, enquanto você come biscoitos e vê tv, todo o seu amor voltar. Essa é mais uma das peças do amor, as vezes, do nada, ele descobre que não devia ter ido embora, que alí é o lugar dele, e resolve voltar, mas dessa vez pra ficar (nem que seja por mais um tempo).

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sentir.

E os seus sonhos passavam a ter um só dono, seu coração bate descompassado, e seu sorriso estava cada vez mais doce. Ela não entendia como conseguia ser tão apaixonável, talvez esse seja o seu 'talento', amar, ter um coração que sempre se regenera, que sempre deseja e respira amor.

Se isso é bom ou ruim não tem como julgar, mas ela continua vivendo seus amores, sentindo suas dores e separando cada história em seu livro, com começo, meio e quem sabe um fim.

E a garota que sonhava em ser uma rosa, se renova a cada amor com esperança de aquele ser o seu ''final feliz'', e se não fosse, que ela fosse forte o bastante para fechar e guardar mais um conto, um pedaço do seu quase. O amor não precisa ser pra sempre, se pode muito bem viver vários amores de um mês, ou somente um por toda a vida, com a mesma intensidade. O amor não precisa ser uma evolução da paixão, pode muito bem ser uma evolução da amizade, ou até mesmo uma grande história de amor começar com uma briga, ou se apaixonar várias vezes pela pessoa que você ama. E a única regra que ela realmente seguia era sentir.

A brand new start.




E agora um começo novo em folha, com novas histórias de uma menina que se julgava uma rosa azul e que por muitas vezes tinha uma sensação de não pertencer à lugar algum.